Por causa da pandemia da COVID-19, a 5ª Conferência de UNI Américas será dividida em dois: por um lado, um encontro virtual nos dias 3 e 4 de dezembro, para cumprir com os estatutos de nossa organização, e por outro, um encontro político onde estaremos pessoalmente, quando a crise sanitária e econômica acabar e quando não houver as restrições que existem atualmente.

Regida pelo tema "Defendamos nossos direitos, construamos nosso futuro!" a Conferência se organizará em torno de quatro sessões principais:

DEFENDAMOS NOSSOS DIREITOS PELO CRESCIMENTO SINDICAL: A UNI AMÉRICAS ROMPENDO BARREIRAS, PLANO ESTRATÉGICO 2020-2024.

A UNI Américas rompendo barreiras. O Plano adotado pela Quarta Conferência Regional de Medellín, no ano 2016, foi o eixo para o desenvolvimento de um trabalho dinâmico, inclusivo e alinhado com a UNI e todos os seus setores. Nessa sessão adotaremos os delineamentos para o Plano de Trabalho 2020-2024 e examinaremos: -Como continuar com os processos de sindicalização nas empresas globais e regionais, a responsabilidade social das empresas, o apoio às campanhas de organização e o desenvolvimento de capacidades, o fortalecimento da negociação coletiva, como continuar crescendo sindicalmente e a construção de unidade sindical.

DEFENDAMOS NOSSOS DIREITOS, NOSSAS DEMOCRACIAS E JUSTIÇA SOCIAL NO CONTINENTE.

Nosso continente está vivendo um dos piores momentos com o aumento da violência, da xenofobia, do racismo e o ataque sistemático aos direitos humanos, em plena democracia. Como uma das forças mais organizadas, o movimento sindical tem de enfrentar essa conjuntura, e nossas filiadas estão mostrando muita vontade de trabalhar em unidade para superar este momento difícil. Não há sustentabilidade possível sem o respeito pleno à democracia e aos direitos humanos, em sua mais ampla acepção: o direito ao trabalho, o direito à sindicalização e à negociação coletiva, o direito à pluralidade de vozes, o direito à diversidade, o direito a um meio ambiente saudável, entre outros.

Nesta sessão abordaremos o trabalho sindical para uma ordem mundial mais democrática, igualitária e respeitosa dos direitos humanos e ambientais; a defesa do direito à greve, pela Paz e contra a criminalização dos movimentos sociais e sindicais, em defesa da integração regional e sub-regional, além do combate a toda forma de manipulação midiática.

DEFENDAMOS NOSSOS DIREITOS NAS NOVAS ECONOMIAS E NO NOVO MUNDO DO TRABALHO.

A era digital revolucionou e permeou tudo o que conhecemos de forma avassaladora. Perante as mudanças e transformações no mundo do trabalho, com os avanços tecnológicos que geram excessos em produtividade às empresas, queremos discutir a distribuição dessa produtividade, bem como as condições de trabalho das novas modalidades de emprego. Que novos trabalhos vão existir? Como vamos organizar a estxs trabalhadorxs? Como vamos a proteger seus direitos? Todo esse processo já está tendo um impacto nos setores da UNI Américas e desafio que temos com nossas filiadas é continuar sendo relevantes tanto para xs trabalhadorxs representados por nós quanto a estxs trabalhadorxs que fazem parte de uma nova força de trabalho, com outros requisitos de qualificação, em um mercado de trabalho que tende cada vez mais à desregulamentação.

As reformas trabalhistas contribuíram não só para precarizar o trabalho e minar os direitos formais, mas também para atentar contra o meio ambiente, gerando cada vez mais postos de trabalho "não verdes" e sem nenhum tipo de proteção para xs trabalhadorxs. Nesta sessão adotaremos um plano estratégico para conseguir:

O desenvolvimento de sindicatos fortes e inovadores.

A inclusão na negociação coletiva de um número cada vez maior de trabalhadorxs com novas formas de emprego.

Os princípios fundamentais para garantir que a transição para ol novo mundo do trabalho seja justa e inclusiva para todxs xs trabalhadorxs.

DEFENDAMOS NOSSOS DIREITOS COM MAIS IGUALDADE PARA TODXS.

É falso acreditar que a globalização democratiza. Ao contrário, nosso continente é a região mais desigual do planeta. Aqui, alguns governos ignoram ou colocam em um plano secundário, marginalizado, as dimensões sociais e humanas, dando protagonismo às políticas neoliberais, à xenofobia e ao racismo. Esses governos neoliberais e os grupos conservadores que os respaldam, cada vez mais presentes e influentes em matéria de restrição de direitos, negam a injustiça e a violência de gênero e atacam sistematicamente a população LGTBIQ, os movimentos feministas e de diversidade sexual. Assim, continuam aprofundando a brecha da desigualdade e de gênero. Durante esta sessão abordaremos a igualdade de gênero como construção de sociedades mais justas e sustentáveis, e as filiadas da UNI Américas terão a oportunidade e a responsabilidade de tomar iniciativas e definir estratégias para garantir a inclusão como pilar fundamental do trabalho decente e seu papel estratégico na preservação dos direitos para a população LGTBIQ, afrodescendentes e indígenas. Também abordaremos a importância de incluir a juventude nas estruturas sindicais e aumentar a representação de jovens na UNI Américas.